
Fábio chegou ao Cruzeiro em 2005. Apesar da inegável qualidade, ele passou por altos e baixos até 2007, quando sofreu o maior revés em sua trajetória celeste: na derrota para o rival Atlético por 4 a 0, em jogo válido pela decisão do Campeonato Mineiro, levou um gol quando estava virado para a própria meta, de costas para o campo. O estigma veio acompanhado de uma lesão.
A bonança, porém, veio após a tempestade. O drama motivou a conversão religiosa de Fábio, que virou evangélico e, coincidentemente ou não, transformou-se em ídolo dos cruzeirenses, com atuações cada vez mais diferenciadas. As defesas incríveis tornaram-se rotina. Intervenções quase divinas que garantiram muitas vitórias ou, no mínimo, asseguraram empates e evitaram derrotas.
Ainda falta a Fábio, entretanto, um feito maior pelo Cruzeiro. Não tem em seu currículo um título de peso, como ostentam Raul, Dida e Gomes, por exemplo. A Libertadores-2009 bateu na trave.
Agora, com a atual arrancada celeste, que já soma cinco vitórias seguidas no Brasileiro, o título nacional é um sonho possível, por que não?
De qualquer maneira, Fábio tem contrato até 2011 e deverá ter novas chances de marcar ainda mais o seu nome na História do Cruzeiro. Ele merece.
Enquanto um grande título não vem, ele vai fazendo suas próprias marcas. O departamento de marketing do clube deve prestar alguma homenagem ao goleiro pelo jogo 300 dele.
Marcelo Machado é editor-chefe do programa Meio-de-Campo.