11 de outubro de 2010

Um gol decisivo


Penso que muita gente concorda que o momento mais importante de uma partida de futebol é o gol. Mesmo que certo treinador diga que “é apenas um detalhe” no contexto jogo. Neste final de semana ficou comprovado como um gol – irregular ou não – pode ser decisivo.

Começamos pelo novo líder do Campeonato Brasileiro. Das 15 vitórias na competição, o Cruzeiro venceu oito pelo placar mínimo, sendo que o gol solitário de Wellington Paulista contra o Fluminense valeu a liderança e, agora, o time celeste depende apenas de suas próprias forças para ser bicampeão nacional. O futebol pragmático do time de Cuca se evidencia, principalmente, nos jogos no estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia, onde a equipe venceu por 1 a 0 todos os quatro jogos que disputou.

O América chegou à vice-liderança da Série B ao vencer o Brasiliense por 2 a 1, com um gol irregular de Dudu aos 48 minutos do segundo tempo. Mas o Coelho, que não tem nada a ver com o erro do árbitro assistente, comemorou bastante o gol e a vitória no finalzinho, que deixou o time ainda mais perto do acesso a Série A. Agora, o América tem seis pontos a frente do Sport, quinto colocado.

Já o Atlético perdeu a chance de sair da zona do rebaixamento porque deixou de fazer o gol. Se vencesse o Internacional, nem que se fosse por 1 a 0, estaria em uma situação menos complicada. Com o gol de Alecsandro, o Inter assumiu a quarta posição e continua vivo na disputa pelo título, pois tem um jogo a menos.

Após o título Mundial da Espanha com o pior ataque da competição, com apenas oito gols em sete jogos – sendo que na fase final a Fúria só venceu seus adversários pelo placar mínimo – podemos perceber que, primeiro, o futebol de resultado está se consolidando entre as equipes vencedoras e, segundo, o quanto um gol é importante (não é mesmo, Carlos Alberto Parreira!?).


Fábio Rocha é estagiário do Meio-de-Campo

5 de outubro de 2010

Confira as fotos de Toninho Cerezo no Meio de Campo do dia 26 de setembro. Também participaram os jornalistas Cláudio Rezende, Terence Machado e Maurício Miranda.



1 de outubro de 2010

Sorte de uns, azar de outros!



Respondendo a uma pergunta sobre a sorte que o Cruzeiro tem dado com os argentinos, o técnico Cuca respondeu: “É bom ter sorte, só que é bom saber contratar, também! Não é todo argentino que é bom, tem uns que são ruins pra caramba.” O treinador arrancou risadas, mas provocou a reflexão. Será que contratações de estrangeiros, não só argentinos, tem sido tiro no escuro no futebol mineiro?
Se levarmos em consideração os últimos anos, salvo raríssimas exceções, parece que sim. Vejamos o Atlético, por exemplo, que já teve no gol, representantes como Ortiz e Mazurkiewicz, ídolos até hoje, e o lateral Cincunegui. Em 1994, trouxe o zagueiro Kanapkis, considerado, à época, um dos melhores da posição e que, depois de um clássico, até hoje procura o Ronaldo Fenômeno que o deixou sentado a beira do campo. Na esteira dele vieram Gutierrez, Lívio Prieto, Jonatan Fabro, Benitez, Renteria, Tripodi, Escobar, Pablito, Carini e por aí vai.
A torcida cruzeirense já teve o privilégio de ver Perfumo, Revétria, Forlan e o, último grande ídolo, Sorín. Entretanto, já teve de agüentar Viveros, Tápia, Guerrón, Espinoza, De La Cruz, Palácios, Maurício Ramos, entre outros.
Obviamente, ninguém contrata sabendo que vai dar errado. Mas, muitas vezes, a avaliação não é tão criteriosa. Com a força de empresários e da tecnologia é possível transformar, com edições mirabolantes, jogadores comuns em verdadeiros Pelés. Por isso, vimos tantos “gênios” em nossos gramados, recentemente.
Voltando a fala do Cuca, o Cruzeiro soube contratar, sim, mas que deu sorte, isso deu. Afinal, Montillo só veio porque outros dois estrangeiros, Riquelme e Valdívia não fecharam com o clube celeste. Sorte de uns, azar de outros!

Luciano Moreira é apresentador do Meio de Campo