28 de setembro de 2010

Futebol só tem artista

Lendo alguns sites dou de cara com a manchete: “Blanco fará par romântico com Larissa Riquelme em novela mexicana”.

O veterano jogador do México, de 37 anos, vai participar da novela “El Triunfo Del Amor”. É um remake da telenovela “O privilégio de amar”, de 1998. Ele fará par romântico com Larissa Riquelme. A moça que tem mais lugar para guardar celular que a maioria da população.
Lendo a notícia percebi que o Brasil também teria bons artistas da bola para emprestar ao mundo da arte.

Neymar seria a estrela do remake “Curtindo a vida adoidado”. Se destaca entre os amigos, está sempre numa boa e no final quem se dá mal é o professor.

Diego Souza seria “O homem invisível”. Incrivelmente ninguém consegue vê-lo em campo.

Montillo, do Cruzeiro, não tem nada de galã. Mas, parece aqueles personagens que estão sempre chegando na hora certa para salvar o dia.

O filme “Dormindo com o Inimigo” se encaixa em pelo menos um milhão de casos do futebol brasileiro. Os treinadores não me deixam mentir.

Os dirigentes também levam jeito para o mundo da arte. Alexandre Kalil, por exemplo, afirmou que não dorme abraçado com mulher feia. Está aí uma boa oportunidade dele tomar o papel de Blanco e tentar fazer bonito ao lado de Larissa Riquelme.

Tem mais algum exemplo? Mande para a gente.
Um abraço!

João Paulo Ribeiro é produtor do Meio-de-Campo

24 de setembro de 2010

Retrato de um time perdido

Alexandre Kalil, presidente do Atlético, afirmou que não diminuiria o valor do ingresso nos jogos do clube. O valor caiu logo que viu que o time não valia tanto quanto ele pensava.

O dirigente falou que todos precisavam se abraçar para tirar o Galo da zona de rebaixamento. Segundo ele, seria uma incoerência demitir Luxemburgo. Incoerência confirmada na última quinta.

Pelo telefone, me afirmou que não aceitaria o convite de participar do programa Meio-de-Campo, no próximo domingo, dia 26, porque era hora de estar com o time. (Isso, antes de me deixar falando sozinho ao telefone). No Rio de Janeiro, ele não estava para demitir Luxemburgo.

Aguardamos agora ao próximo pronunciamento, hoje à tarde. Espero que ele não deixe alguém falando sozinho e muito menos o torcedor sem uma explicação.

João Paulo Ribeiro é produtor do Meio-de-Campo

20 de setembro de 2010

17 de setembro de 2010

Enclausurados


Depois de mais uma derrota no campeonato brasileiro, os jogadores atleticanos fizeram uma reunião. Decidiram que vão ficar concentrados nos próximos 15 dias. Vão abrir mão da família, dos amigos, de momentos de lazer e, pra quem gosta, até das baladas, porque não? Tudo para tirar o Atlético da lamentável situação em que o clube se encontra no campeonato brasileiro.

Louvável a atitude dos jogadores. Mas eu gostaria de saber o porquê dessa decisão pois eles já se reuniram, certa vez, com o presidente e o próprio treinador e a coisa não deslanchou. De qualquer maneira é mais uma tentativa de levar o Atlético a uma posição mais digna na tábua de classificação e salvar, em parte, o projeto do técnico Vanderlei Luxemburgo.

Acredito que esse acordo entre os atletas pode sim dar resultado. É o que se chama de fechar o grupo. Mas é preciso ressaltar um pequeno e importante detalhe: De nada vai adiantar a clausura se o futebol não aparecer. Que os jogadores possam encontrá-lo em algum lugar do CT de Vespasiano nas próximas duas semanas.

Luciano Moreira é apresentador do Meio de Campo.

16 de setembro de 2010

Chamem o Esquadrão Relâmpago


“Estamos criando um monstro”. As declarações de René Simões, depois do entrevero entre Neymar e Dorival Júnior, refletem claramente a formação dos jogadores de futebol no Brasil. Meninos recém saídos das fraudas que começam a ganhar uma fortuna diretamente proporcional à exposição na mídia. Não é raro vermos atacantes que depois de dar dois dribles e fazer meia dúzia de gols tornam-se ídolos de uma hora pra outra.

A imprensa sedenta de notícias e novidades, muitas vezes, não se preocupa com as consequências de endeusar atletas que ainda são promessas, projetos de craques. Do outro lado estão jogadores com uma formação limitada, num país onde o indivíduo alfabetizado é aquele que sabe desenhar o nome na hora de assinar a carteira de identidade.




Contra essas práticas talvez teremos que chamar os Changeman – O Esquadrão Relâmpago, para enfrentar os monstros que andam a solta pelo universo do futebol. E é melhor andarem rápido antes que um repórter Gyodai os torne ainda mais gigantescos que já estão.



Cláudio Gomes é editor-chefe do Meio-de-Campo

14 de setembro de 2010

Para Casa



Ver o Barcelona jogando deu inveja. No bom sentido, claro! Os comandados de Pepe Guardiola mostraram eficiência tática, oportunismo e talento individual, preparo físico, técnica apurada e vontade de jogar bola.

Isso mesmo! Vontade de jogar. Depois de acompanhar mais da metade do campeonato brasileiro, há muito não via em campo jogadores com vontade de jogar bola. Imagine sua pelada semanal com os amigos. No sorteio dos times de um lado fica aquele camarada gente boa que conta piada e corre feito louco atrás da bola e dá risada quando pisa nela ou zoa quando um colega fura feio na frente do gol. Tudo isso naquele astral legal, mas sempre jogando bola com seriedade. Do outro lado o craque de bola. Deixa o companheiro na cara do gol, faz jogadas sensacionais, dribla todo mundo e toca para o centroavante do time livre, mas reclama que o companheiro perdeu o gol, perde a bola e abre os braços de forma agressiva para os zagueiros matarem a jogada e dá um chilique quando o camisa nove fura com o gol escancarado. Sempre ele é o melhor e os outros é que têm que correr pra ele.

É o que vejo em muitos times do brasileirão. Individualismo extremo aliado a um péssimo preparo físico e técnico. Muitos jogadores tidos como estrelas que tentam jogar com o nome apenas e sem qualquer noção de que o futebol é um esporte coletivo.
Assistindo a partida entre Barcelona e Panathinaikos vi a vontade de jogar bola nos olhos de cada jogador do Barcelona. Nos passes certeiros, nas cobranças de faltas rápidas, nos chutes a gol, em tudo o Barça deu uma aula de futebol. E quem não viu, perdeu, de goleada, como o time grego.

Cláudio Gomes é editor-chefe do Meio-de-Campo

13 de setembro de 2010

De sorte e de Loco, nem todo mundo tem um pouco!

Neymar não pode apanhar da forma que vem apanhando dos adversários.

Também não pode resolver a situação no braço, como queria ao final do jogo contra o Ceará.

Nem tão pouco é papel da polícia agredir atleta (se é que o fez).

Loco não é sinônimo de ignorância.

Abreu que o diga. Depois da afirmação de um repórter de que o uruguaio estava com cara de poucos amigos, após o gol contra São Paulo, o uruguaio alfinetou: “Por que não faz a pergunta”?

O repórter disse: “Estou fazendo”!

Abreu: “Não, está afirmando”. Loco Abreu não tinha motivos para vibrar. Só fazia uma homenagem a um amigo falecido.

Mazola, atacante do Guarani, fez o gol da vitória sobre o Furacão e logo em seguida propaganda na hora da entrevista. Falou que agora todo mundo vai conhecer quem é Mazola. Puro egocentrismo!

Obina, que fez o gol da vitória do Atlético, preferiu valorizar o companheiro Diego Macedo, que foi vaiado pela torcida: “O Diego é muito importante para nós”. Fico com o discurso do Obina. Bem mais coletivo.

A torcida do Cruzeiro fala da sorte de Thiago Ribeiro no gol contra o Avaí.

Já os torcedores catarinenses comentam o azar do time que não vence a 7 jogos.

Depois de mais uma rodada do Brasileirão, fiquei ainda mais maluco com tantos acontecimentos. Sorte de quem torce para o Botafogo, que já tem seu Loco e não se assusta com o Campeonato Brasileiro.

João Paulo Ribeiro é produtor do Meio de Campo.

Charge do Duke

www.dukechargista.com.br

10 de setembro de 2010

Sorte?

Para você que acha que seu time não tem sorte...

video

E o goleiro foi comemorar com quem?

9 de setembro de 2010

Tire as Crianças da Sala, é Jogo do Galo


No encontro com um casal amigo surge o assunto Atlético. E a mulher reclama que o marido assiste aos jogos do time rogando todo o tipo de palavrões impublicáveis. E o que é pior, na frente das crianças.
Realmente este time do Atlético é indecente. Devia ser proibido para menores. Impossível ver um jogo sem soltar uma obscenidade. Uma a cada minuto. Uma centena por partida.
Se é verdade a máxima de Luxemburgo, de que o pão do Atlético sempre cai com o lado da manteiga virado pra baixo, então a Cidade do Galo já se tranformou num imenso laticínio. Mesmo nessa época de vacas magras.
A solução do Presidente vem embalada no grito de guerra da torcida organizada: " vou dar porrada eu vou ... e ninguém vai me segurar"... Haja manteiga.
Hoje o Atlético enfrenta o Vasco, no Rio. Então, tire as crianças da sala, feche bem as janelas para não incomodar os vizinhos e prepare-se para xingar muito...

Túlio Ottoni é diretor de jornalismo da Rede Minas

Números e não probabilidades

Projeções para o rebaixamento são apenas probabilidades e não fatos! Já os números do Atlético no Campeonato Brasileiro são reais. O time vai completar, diante do Vasco, 50 dias seguidos na zona de rebaixamento. Entrou por lá no jogo contra o Inter (21 de julho). E se o torcedor acha que esse número é ruim, há outro pior. Se somarmos os dias de competição do Campeonato Brasileiro, o torneio chegará a 210 dias (incluindo período de Copa). Começou no dia 08 de maio e terminará no dia 05 de dezembro.

O Galo ainda ficou na zona de rebaixamento do dia 03 de junho, quando perdeu para o Grêmio por dois a um, até o dia 15 de julho, quando voltou a vencer, logo depois da Copa do Mundo. Fez três a dois no Atlético Goianiense. Naquela oportunidade foram mais 38 dias na zona de rebaixamento (incluindo período de Copa). Somados os dias em que ficou na zona de rebaixamento, o Atlético esteve 78 dias entre os quatro últimos. Isso corresponde a 37% dos dias de duração Brasileirão, ou 63% dos 123 dias que a competição já tem. O time ainda corre o risco de ficar por lá até a próxima rodada. Caso o Grêmio não perca para o Atlético de Goiás, nesta quarta-feira, o Galo não terá chance de sair das últimas posições. Os gaúchos têm 20 pontos, o Galo 17. Mesmo sem jogar, ainda pode cair uma posição, caso os goianos empatem com o Grêmio, pois também têm 17 pontos.



João Paulo Ribeiro é produtor do Meio-de-Campo

8 de setembro de 2010

Média de público das quatro divisões do Brasileirão 2010

Dados coletados hoje do site da CBF apontam que em 172 jogos do Campeonato Brasileiro da série A, a média de público é de 14.294 torcedores. É a pior dos últimos três anos. Mas e os dados envolvendo a média de todas as quatro divisões? Realizando pesquisas na Internet, encontramos essa informação. É uma tabela, com um ranking, que mostra a média de todos os clubes das quatro divisões até a 17ª rodada.

Abaixo segue os 20 primeiros colocados mais a colocação dos times mineiros que estão mais abaixo. Primeira curiosidade: o Santa Cruz-PE, da 4ª divisão, é o terceiro clube que mais leva torcedores ao estádio, em média. Entre os times do Estado verificamos outras curiosidades: a média do Uberaba é maior que a do América, prova de que o Triângulo Mineiro está mostrando sua força em apoiar os times locais. Além disso, Fortaleza e Paysandu, na 3ª divisão, estão à frente de Atlético e Cruzeiro.

PosiçãoClubeMédia público
Fluminense28.081
Corinthians26.148
Santa Cruz23.359
Ceará21.625
Botafogo21.163
Flamengo 19.920
Vasco18.986
Atlético-PR16.441
Internacional16.185
10ºFortaleza15.445
11ºPaysandu13.132
12ºCruzeiro12.920
13ºBahia12.901
14ºSport12.270
15ºSão Paulo11.739
16ºAtlético-MG11.736
17ºPalmeiras11.647
18ºGrêmio9.963
19ºSantos9.924
20ºVitória9.480
62ºUberaba1.436
69ºAmérica1.107
75ºIpatinga946
78ºTupi872
92ºItuiutaba255


Quem quiser conferir o ranking completo, com 100 times do Brasil, pode acessar o link:

http://rbrito1984.zip.net/arch2010-08-29_2010-09-04.html#2010_08-31_18_51_50-143963824-0


Fábio Rocha é estagiário do Meio-de-Campo