28 de novembro de 2008

E que rufem os tambores...

O Campeonato Brasileiro mais disputado desde o início da era dos pontos corridos está perto do fim. E a 37ª rodada, que será inteiramente disputada no domingo, pode definir a situação das (por enquanto) três equipes mineiras na competição.

A missão mais fácil parece ser a do Galo. Cá pra nós: jogar no Mineirão com mais de 50 mil "religiosos" e contra a boa fase de Renan Oliveira e Leandro Almeida, não haverá Santos suficientes para conter a fé da torcida atleticana e o futebol da equipe de Marcelo Oliveira. E os três pontos garantem, matematicamente, a classificação do Atlético para a próxima edição da Copa Sul-Americana.

Em contrapartida, a vida do Tigre está mais para o inferno do que para o céu. Como diria Ney Matogrosso: "Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come". Em caso de derrota ou empate diante do Grêmio, no estádio Epaminondas Mendes Brito, o Ipatinga estará matematicamente rebaixado para a Sèrie B. E mesmo que vença, dependerá de derrotas de Náutico, Figueirense, Vasco e Portuguesa para continuar com chances de permanência na elite do futebol brasileiro.

A situação da Raposa é mais confortável. Joga em Porto Alegre, contra o Internacional, mas se vencer pode se garantir na Libertadores de 2009, caso o Palmeiras perca para o Vitória, em Salvador, ou se o Flamengo no máximo empatar com o Goiás, no Maracanã. Além disso, os gaúchos no caminho cruzeirense estão mais preocupados é com a decisão da Copa Sul-Americana, contra os Estudiantes de La Plata.

Isso tudo sem falar na maior decisão desse fim de semana. O São Paulo - de Muricy Ramalho, Rogério Ceni, Hernanes, Miranda e tantos outros talentos - joga no Morumbi contra o Fluminense. A vitória garante o hexacampeonato para os tricolores, que podem comemorar mais um título. Mesmo se o time perder, pode ser campeão, mas aí será preciso contar com a (pouco provável) derrota do Grêmio para o Ipatinga.

Todos os jogos começam, teoricamente, às 17h (horário de Brasília). Para quem pretende ficar em casa no domingo é bom se preparar: se ajeite no sofá, com o controle remoto em mãos, para não perder nenhum detalhe.

Fábio Pinel escreve às sextas-feiras.

Esporte Ultrapassado 1

Há apenas duas rodadas do término do campeonato brasileiro a história de uma competição de baixa qualidade técnica e de que o torneio está nivelado por baixo. Provas disso são as partidas Ipatinga 1 x 1 São Paulo, Náutico 5 x 2 Cruzeiro e Flamengo 0 x 3 Atlético.

Que o futebol mudou é fato. Seria pretensão minha querer assistir partidas como as que meu pai viu com Dirceu Lopes, Tostão, Garrincha, Pelé entre outros. Ou mesmo rever Reinaldo, Toninho Cerezo, Zico, Sócrates, Falcão e Luizinho. Hoje o jogador corre uma distância muito maior por partida e com muito mais velocidade. Câmeras mostram detalhes que o olho humano não registra. Não existe mais jogar por amor ao clube, o “profissionalismo” fala mais alto.

Mas o que mudou desde que Charles Miller desembarcou no Brasil com duas bolas de couro, um par de chuteiras, dois jogos de camisas e um bomba?

Desafio ao leitor desse Blog a fazer uma breve reflexão e postar quais foram as mudanças que o “esporte” mais popular do mundo sofreu desde que chegou ao “país do futebol”.

Uma eu já adianto. Os Estados Unidos mudaram o nome do esporte para Soccer.

Semana que vem tem mais algumas mudanças e comentários.


Cláudio Gomes escreve as quintas-feiras (exceto hoje. Porque ontem escrevi, mas esqueci de postar. Problemas de um dia jornalístico tumultuado).

Seleção Brasileirão 2008

Divulgo hoje as últimas seleções do Campeonato Brasileiro escaladas por jornalistas e comentaristas de todo o Brasil. Como prometi, vamos mostrar a seleção de Tostão, que aparece com uma surpresa no meio de campo.

Seleção de Tostão

Vitor - Grêmio
Léo Moura - Flamengo
Fábio Luciano - Flamengo
Miranda -São Paulo
Juan - Flamengo
Hernanes - São Paulo
Ramires - Cruzeiro
Tcheco - Grêmio
Paulo Baier -Goiás
Guilherme - Cruzeiro
Keirrisson- Coritiba

Téc - Muricy Ramalho


Guto Rabelo das rádios Globo e CBN de BH

Vitor - Grêmio
Vitor - Goiás
Léo - Grêmio
Miranda -São Paulo
Juan - Flamengo
Hernanes - São Paulo
Ramires - Cruzeiro
Alex - Inter
Guilherme - Cruzeiro
Kléber Pereira - Santos
Borges - São Paulo

Téc - Muricy Ramalho


Seleção de Marcelo Fachinello da Tv Educativa do Paraná

Fábio - Cruzeiro
Léo Moura -Flamengo
Thiago Silva - Fluminense
Miranda - São Paulo
Juan - Flamengo
Ramires - Cruzeiro
Hernanes -São Paulo
Wágner - Cruzeiro
Alex - Inter
kléber Pereira - Santos
Keirrisson - Coritiba

Téc - Muricy Ramalho

27 de novembro de 2008

Carlos Eugênio Simon cai para a segunda divisão


Carlos Eugênio Simon foi escolhido, pela CBF, um dos três melhores árbitros da série A campeonato Brasileiro de 2008. Mas, no fim de semana, vai apitar América de Natal e Corinthians, pela série B. O rebaixamento de Simon foi uma “punição” por não ter marcado um pênalti a favor do Flamengo contra o Cruzeiro no Mineirão.

Os mineiros conhecem bem este gaúcho. Sua foto ocupa posição privilegiada no stand de arco e flecha da cidade do Galo. Bem na mosca. O motivo: o pênalti que deixou de marcar, para o Atlético, no jogo contra o botafogo pelas quartas de final da Copa do Brasil de 2007.

Errou, confessou, até porque não havia como negar, mas não foi absolvido pela torcida.

Vale a pena rever, o erro do árbitro que, não gosta de marcar pênaltis nos minutos finais dos jogos.

Domingo o programa Meio de Campo vai tratar desse assunto.

Indicados ao prêmio da CBF

A CBF divulgou a relação dos três finalistas por posição do Prêmio Craque Brasileirão 2008.
Além dos jogadores, foram anunciados os três melhores técnicos, árbitros, as revelações, os Craques da Galera e os finalistas do Craque Brasileirão (Rei da Bola). Três jogadores de Minas estão na disputa. Ramires, Wágner e Guilherme.
O Meio de Campo já fez uma prévia e pelo menos um dos cruzeirenses deve fazer parte dessa seleção. O mais cotado é Ramires, quase uma unanimidade entre jornalistas e comentaristas pelo Brasil. Wágner concorre com Alex do Inter. O colorado é outro que é quase unanimidade. Já Guilherme tem dois fortes candidatos. Kléber Pereira e Keirrisson. Os vencedores serão anunciados no dia 8 de dezembro, no Rio de Janeiro. A lista completa pode ser conferida no link abaixo.
http://www.cbf.com.br/sitenoticias/_9248142820081127.html

João Paulo Ribeiro

Seleção do Brasileirão 2008

Os mais votados para a seleção 2008

Hoje divulgo mais algumas seleções do Campeonato Brasileiro 2008 montadas por jornalistas e comentaristas esportivos. A maioria de Minas Gerais. Aqui você pode ver o quanto uma vaga no ataque foi disputada. Cada uma das seleções conta com uma dupla diferente.


Junior Brasil da rádio Itatiaia

Fábio - Cruzeiro
Vitor - Goiás
André Dias - São Paulo
Miranda - São Paulo
Jorge Wagner - São Paulo
Guinazu - Inter
Ramires - Cruzeiro
Hernanes - São Paulo
Alex - Inter
Kléber Pereira - Santos
Alex Mineiro - Palmeiras

Téc - Muricy Ramalho


Eduardo Almada da Rede Minas

Vitor - Grêmio
Léo Moura - Flamengo
Thiago Silva - Fluminense
Durval - Sport
Juan - Flamengo
Hernanes - São Paulo
Ramires - Cruzeiro
Tcheco Grêmio
Alex - Inter
Washington - Fluminense
Alex Mineiro - Palmeiras
Téc - Muricy Ramalho

Cláudio Gomes da Rede Minas
Vitor - Grêmio
Léo Moura - Flamengo
Thiago Silva - Fluminense
Miranda - São Paulo
Juan - Flamengo
Hernanes - São Paulo
Ramires - Cruzeiro
Thiago Neves - Fluminense
Valdívia - Palmeiras
Alex - Inter
Adriano - São Paulo
Téc - Muricy Ramalho
Vladir Lemos da TV Cultura de SP

Rogério Ceni - São Paulo
Léo Moura - Flamengo
Miranda - São Paulo
Thiago Silva - Fluminense
Juan - Flamengo
Ramires - Cruzeiro
Hernanes - São Paulo
Ibson - Flamengo
Alex - Inter
Kléber - Palmeiras
Kléber Pereira - Santos
Téc - Muricy Ramalho

Seleção de Mário Marra das Rádios Globo e CBN
Vitor- Grêmio
Vitor - Goiás
André Dias - São Paulo
Miranda - São Paulo
Leandro - Palmeiras
Marquinhos Paraná- Cruzeiro
Hernanes- São Paulo
Ramires - Cruzeiro
Alex - Inter
Guilherme- Cruzeiro
Kléber Pereira - Santos

Téc - Muricy Ramalho

Amanhã divulgo mais algumas seleções, dentre elas, a de Tostão. Vale a pena confeir!.

João Paulo Ribeiro

26 de novembro de 2008

Um fundista na Toca II



O Cruzeiro tem uma equipe de atletismo vitoriosa. Treinados por Alexandre Minardi, os atletas cruzeirenses são comumente vistos em corridas pelo mundo a fora e, pelo menos por equipes, a Raposa tem feito bonito nas provas de rua.

Mas tem um atleta que treina na Toca da Raposa que já provou que tem todas as características de um legítimo fundista. Todo mundo sabe que os melhores atletas de corridas longas do mundo são os africanos. E não é que o Ramires lembra muito um Paul Tergat, um Robert Cheruyot, um Gabet Keplagat!

E parece que é justamente esse biotipo de fundista africano que garante fôlego suficiente para Ramires se destacar fisicamente entre os demais jogadores do Cruzeiro. A prova disso são os gols que ele já fez nos minutos finais de algumas partidas do Campeonato Brasileiro. Mas é importante ressaltar que a função do segundo volante é marcar e ter senso de colocação suficiente para ser útil na ligação com o ataque. E isso Ramires também faz muito bem.

A capacidade e a disposição de Ramires para correr faz lembrar de uma declaração cômica de um colega de profissão dele. Certa feita, em 2003, o atacante Deivid foi perguntado sobre a incrível velocidade e força física do lateral Maurinho, que corria o jogo inteiro naquele time tríplice campeão. Deivid não hesitou em lançar: “Parece até que o Marinho tem dois pulmões.”

Se o Deivid, que está lá na Turquia, visse de perto o Ramires jogar...

Eduardo Almada escreve às quartas-feiras

CBF premia o mau uso do dinheiro público


Em virtude da punição pelos incidentes no Serra Dourada, a CBF marcou o jogo Goiás X São Paulo - na última rodada do Brasileiro - para o Bezerrão, na cidade satélite do Gama.Mais uma vez a CBF extrapola suas atribuições e com autoritarismo define o local de um jogo quando na verdade o mandante é quem deveria escolher onde quer jogar.
E assim o Elefantinho Branco da periferia - ou seria verde e branco? - é premiado provavelmente com o jogo das faixas do brasileirão.
Em uma hipótese mais entusiástica com o jogo do título, caso o São Paulo não garanta o Tri ainda esta semana.

O Bezerrinho que nasceu com cara e jeito de Elefante foi construído com cerca de R$ 50 milhões dos cofres do governo do Distrito Federal. Coisa interessante é o aproveitamento do dinheiro público. O orçamento inicial do Elefantinho previa um gasto de R$ 23 milhões para a construção de um estádio com 40 mil lugares.
Construíram um com 20 mil lugares e gastaram R$ 50 milhões. Ou seja, a metade da capacidade pelo dobro do preço. Que beleza Arruda!

Pior ainda é o uso político do pobre animal, digo estádio.O governador José Roberto Arruda e todo seu séquito de puxa-sacos andam se gabando do Estádio, colocando-o como uma grande obra social para a perifeira de Brasília. MENTIRA!
Até porque o Bezerrão não foi entregue à comunidade da cidade satélite, mas à Sociedade Esportiva Gama, um clube quase sem torcida, recém rebaixado para a Série C.

Mas o pior de tudo são os números da cidade satélite do Gama.Seus mais de 130 mil habitantes - sem contar a população vizinha que também se utiliza dos serviços da cidade - contam com apenas 1 Hospital, 4 Postos e 7 Centros de Saúde. Todo sistema público de saúde oferece 408 leitos e algumas especialidades simples como geriatria só se encontram na rede particular.
Na Educação são 56 escolas públicas, sendo que apenas 4 para o ensino médio e somente 1 destinada ao ensino de crianças com necessidades especiais. E 6,3 % das crianças de até 7 anos estão fora das escolas.
Desde 2004 não funciona a única biblioteca pública que era mantida pelo governo do Distrito Federal. Talvez por isso o índice de analfabetismo da cidade seja de 3,4%. O lazer público na cidade satélite do Gama se resume a 1 teatro, 1 centro cultural e 3 parques. Mas botecos não faltam na região.E claro, um belo estádio de futebol!
Texto de Bernardo Guimarães, do blog Ópio do Povo.

25 de novembro de 2008

Seleção Brasileirão 2008

Mais duas seleções do Brasileirão 2008 mandadas por Vitor Birner e Marcelo Machado. Curioso que Birner foi o único a votar em Adilson Batista como técnico da seleção. Muricy foi o mais votado e só não foi unanimidade por dois votos. Outro técnico que também recebeu um voto foi Celso Roth, do Grêmio.

Seleção de Vitor Birner da Rádio CBN de SP e da TV Cultura.

Rogério Ceni - São Paulo
Vitor - Goías
André Dias - São Paulo
Miranda - São Paulo
Juan - Flamengo
Willian Magrão - Grêmio
Rafael Carioca - Grêmio
Ramires - Cruzeiro
Hernanes - São Paulo
Alex - Inter
Kléber Pereira - Santos

Téc - Adilson Batista

Birner escolheu Adilson como melhor técnico

Seleção de Marcelo Machado do jornal O Lance

Fábio - Cruzeiro
Léo Moura - Flamengo
Miranda - São Paulo
Leandro Almeida - Atlético
Juan - Flamengo
Hernanes - São Paulo
Ramires - Cruzeiro
Tcheco - Grêmio
Alex - Inter
Kléber Pereira - Santos
Guilherme - Cruzeiro

Téc - Muricy Ramalho
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24 de novembro de 2008

Seleção do Brasileirão 2008

Na última semana o Meio de Campo ouviu cronistas esportivos de seis estados para saber quais foram os melhores jogadores e treinador do Campeonato Brasileiro 2008. No domingo, dia 23, o programa mostrou os mais votados. Apenas um atleta foi unanimidade. Hernanes, do São Paulo, levou votos de todos os que foram ouvidos. De hoje, até sexta-feira, vamos divulgar as seleções de cada um dos cronitas. Nomes como Juca Kfouri, Tostão, Vitor Birner, Junior Brasil, Eduardo Murta, Marcelo Gomes entre tantos outros que nos ajudaram nessa tarefa. Hoje, divulgo algumas seleções desses craques da crônica, além do resultado final dessa pesquisa.

Resultado final da seleção dos jornalistas

Vítor - Grêmio
Léo Moura - Flamengo
Miranda - São Paulo
Thiago Silva - Fluminense
Juan - Flamengo
Hernanes - São Paulo
Ramires - Cruzeiro
Alex - Inter
Wagner (Cruzeiro) e Tcheco (Grêmio) terminaram empatados
Kléber Pereira - Santos
Guilherme - Cruzeiro

Téc -Muricy Ramalho


Seleção de Juca Kfouri da Rádio CBN, Jornal Folha de SP e ESPN Brasil.

Victor - Grêmio
Victor - Goías
Miranda - São Paulo
Thiago Silva - Fluminense
Juan - Flamengo
Hernanes - São paulo
Ramires - Cruzeiro
Alex - Inter
Wagner - Cruzeiro
Nilmar - Nnter
Guilherme - Cruzeiro

Téc - Muricy Ramalho


Seleção de Marcelo Gomes - Rádio CBN de SP

Victor - Grêmio
Victor - Goiás
André Dias - São Paulo
Miranda - São Paulo
Jorge Wagner - São Paulo
Hernanes - São Paulo
Ramires - Cruzeiro
Willian - Grêmio
Tcheco - Grêmio
Kléber Pereira - Santos
Alex - Inter

Téc - Muricy Ramalho


Seleção de Eduardo Murta - Jornal Hoje em Dia de BH

Vitor - Grêmio
Léo Moura - Flamengo
Leandro Almeida - Atlético
Miranda - São Paulo
Jorge Vagner - São Paulo
Hernanes - São Paulo
Marquinhos Paraná - Cruzeiro
Wagner - Cruzeiro
Alex - Internacional
Alex Mineiro - Palmeiras
Dagoberto - São Paulo

Técnico: Muricy Ramalho

João Paulo Ribeiro

Charge Fidusi


Charge Fidusi


23 de novembro de 2008

Ano novo sem novidades para o futebol mineiro

Cruzeiro e Flamengo fizeram um jogo de grandes ontem no Mineirão, emoldurado pelo estádio com quase 54 mil torcedores e a volta das bandeiras em mastros, que dão uma dimensão mais plástica e mais festiva ao maior esporte do mundo. O confronto foi o ponto alto da rodada.

O placar de 3 a 2 para o time celeste fez justiça ao que foi a partida, mas poderia, dentro da mesma lógica, isto é, de vitória do Cruzeiro, ser mais generoso, uma vez que os dois lados jogaram muita bola e perderam o que seriam belos gols.

O Brasileiro de pontos corridos, que fecha em duas rodadas, tem nessa zona de cima, da Libertadores, o filé da competição. Como havia sido com Flamengo e Palmeiras na semana passada, Cruzeiro e o rubro-negro carioca proporcionaram um grande espetáculo.

Se bobear, a emissora que é dona dos direitos de transmissão cria, um dia desses, um pacote diferenciado para quem quiser assistir apenas aos jogos, entre si, dos times que formam o seleto grupo no topo da tabela.

Já a zona intermediária anda chata de trincar. Exemplo foi Sport e Atlético na Ilha do Retiro ontem. Uma provação para a sofrida massa alvinegra. Duvido que torcedores de outros clubes (tirando os do Leão, claro) tenham desperdiçado duas horas do domingo com a pelada. A menos que tenha sido para azucrinar algum atleticano na segunda-feira, dura por si só.

A parte de baixo da tabela mantém o interesse da audiência. Transforma-se num reality show, em que os dramas da corrida para fugir ao “paredão” viram puro entretenimento. Aquilo de “pimenta nos olhos dos outros”...

Na charge que publica amanhã em "O Tempo" e no "Super", Duke alinha a situação dos três mineiros na série A. Realmente, o Cruzeiro ocupa um lugar ao sol, sistematicamente disputando títulos e vaga nas Libertadores.

Se o Galo não está numa situação tão desconfortável como numa cama de pregos, é fato que o futebol praticado pelo time de Marcelo Oliveira fica melhor na segunda página da tabela de classificação da série A. E ainda que sua mascote não seja um faquir, o clube tem vivido um prolongado e incômodo jejum de conquistas.

Ao Ipatinga, resta retornar ao Vale do Aço e começar de novo. Categorias de base, organização, planejamento de médio prazo, tradição, torcida. Falta tudo ao Tigre para permanecer na série A.

O ano de 2008 fecha-se com o futebol mineiro imobilizado em três níveis. E o pior é que, no horizonte e no curto prazo, não há sinais de mudanças na direção do fortalecimento da bola praticada dentro de nossas fronteiras, o que claramente não é bom para Minas.

Alexandre Freire escreve às segundas-feiras.

Gols da 36ª rodada do Brasileirão

22 de novembro de 2008

Porco magro é quem suja a água


Dunga poderia estar em uma situação muito melhor se três resultados, dos 11 jogos deste ano, tivessem sido diferentes. O técnico da seleção, ao invés de ter um bom aproveitamento de 63,6 % este ano, poderia estar comemorando números bem melhores. Com esse índice estaria brigando pelo título do Brasileirão. Mas, não estamos falando de um time, e sim da seleção mais vitoriosa da história.


Se levarmos em consideração que empatar com a Argentina, em qualquer parte do mundo, é normal, não podemos dizer o mesmo dos empates com Colômbia e a fraquíssima Bolívia, em território nacional. Inadmissível mesmo foi perder para a Venezuela. Dunga está marcado para o resto da vida por esse resultado, assim como Parreira ficou pela primeira derrota do Brasil em uma eliminatória. Nem mesmo a conquista da Copa do Mundo nos Estados Unidos tirou da memória aquela derrota para a Bolívia em 93. E ainda tem um agravante no caso de Parreira.


Muitos se lembram desse jogo como o maior frango de Taffarel. Mais que números e aproveitamentos está a história. Dunga já ganhou uma Copa América, levou uma medalha olímpica e já venceu, e bem, fortes seleções como Argentina e Portugal. Só que o treinador se complica em jogos "fáceis". E é justamente porco magro quem suja a água!


João Paulo Ribeiro




21 de novembro de 2008

Escolha a seleção do Brasileirão 2008

O Meio-de-Campo divulga, no próximo domingo, dia 23, a seleção do Campeonato Brasileiro 2008. Jornalistas e comentaristas de seis estados foram ouvidos, entre eles o eterno craque Tostão. Para se ter uma idéia de como a disputa foi acirrada, apenas um nome foi unanimidade. Como não poderia deixar de ser, o Meio-de-Campo abre esse canal para você montar sua seleção. Colocamos no blog os jogadores mais votados e você poderá escolher os de sua preferência. A seleção do torcedor também será divulgada no domingo, às 21 horas, no programa Meio-de-Campo.

20 de novembro de 2008

Dunga e Papai Noel

Se fosse pedir algo ao bom velhinho no futebol, gostaria que meu time fosse campeão brasileiro, mas se levar em conta a seleção peço a saída do treinador. Só que Dunga chegou na minha frente.

O técnico que é persona non grata entre os brasileiros, há dois anos foi banido dos sete anões. O Zangado deixou claro que de emburrado bastava ele. Mestre não admitiu que ele mandasse nos outros seis. Dengoso não queria dar carrinho em ninguém e pediu que ele saísse. Soneca não conseguia dormir por causa de seu falatório. Feliz se entristeceu ao vê-lo afirmar que apenas duas pepitas de ouro por ano estava bom. Atchim resolveu espirrá-lo do grupo.

Sem ter para onde ir o anão pediu emprego na fábrica de Papai Noel. Como ele sabia da fama do pequeno preferiu manda-lo para a CBF que logo o colocou no comando da seleção brasileira.

Mais críticas voltaram a acontecer. Desta vez não foram apenas seis pessoas e sim milhões. Chegava a hora de Dunga deixar o outro grupo. Novamente ele apelou ao Papai Noel que de lhe deu uma goleada sobre Portugal.

O presente antecipado pode ter garantido o emprego até o fim do ano, mas só o tempo vai dizer.

Cláudio Gomes escreve as quintas-feiras

Uma camisa de respeito

Kaká, com a camisa dez da Seleção, no jogo Brasil 6 x 2 Portugal. (reprodução TV Globo)

Portugal encarou o Brasil de igual pra igual, no Gama. E errou feio nessa estratégia. Voltou pra casa derrotado, humilhado e , embora fosse só um amistoso, mergulhado numa crise que pode dar na demissão do treinador Carlos Queiroz.
Enquanto o Mundo fala em crise econômica, o futebol brasileiro parece ter superado a sua má fase. Novos jogadores revelados e velhos craques renovados estão mudando a cara da Seleção. Demorou, mas a camisa amarela, parece, está de volta.
Falta mudar o treinador, dizem alguns. Mas depois de uma goleada dessas...

19 de novembro de 2008

Santo de casa faz milagre?

As discussões entre os torcedores não param. Uns defendem a permanência do treinador, outros querem a saída dele, a troca por outro mais experiente. Falo de cruzeirenses e atleticanos.

Fica evidente nessa reta final de campeonato brasileiro que o dito popular que intitula esse texto prevalece nos dois maiores de Minas.

Não acredito que seja hora de trocar o técnico Marcelo Oliveira por um outro, mesmo que mais rodado. O Atlético não terá dinheiro para montar um time de estrelas em 2009. Então, é melhor apostar no atual treinador, que conhece como ninguém os jogadores formados na Cidade do Galo. E ele já provou que sabe enfrentar os “vendavais” próprios da profissão, mostrando-se experimentado para o cargo.

No Cruzeiro, o assunto é a saída de Adilson Batista e a possível chegada de Ney Franco. Chegada? Não. A volta! Afinal, o treinador do Botafogo foi formado na Toca da Raposa e teve que sair do Estado para ser reconhecido como um profissional de ponta.

Aí você me pergunta: mas não foi no Ipatinga que o Ney Franco se projetou? Não! Aliás, só se for projeção nacional, já que saiu do Vale do Aço para dirigir o clube de maior torcida do Brasil. Por que no cenário mineiro ele não recebeu as honrarias devidas, já que não foi aproveitado por nenhuma equipe daqui.

Vale tomar como referência o hoje auxiliar técnico do Cruzeiro, Emerson Ávila. Ele teve um sucesso ainda maior que o colega Ney Franco no Ipatinga e, mesmo assim, não decolou na carreira de treinador.

Agora, o cruzeirense está às voltas com a possibilidade de ver Ney Franco efetivado, ou melhor, contratado, para o comando técnico da equipe. Precisava ele ter saído? Será possível que o Galo terá a coragem de dispensar o Marcelo Oliveira para depois contratá-lo a peso de ouro?

Pelo jeito, os dirigentes de Atlético e Cruzeiro vão acabar provando pra nós que não acreditam em santo de casa...

Eduardo Almada escreve às quartas-feiras.

18 de novembro de 2008

Seleção do Brasileirão

O Meio de Campo está montando a seleção do Campeonato Brasileiro deste ano. Estamos ouvindo jornalistas e comentaristas que acompanharam de perto essa competição. São profissionais dos estados que contam com times na série "A" do Brasileirão. Até o momento, o que chama a atenção são as unanimidades. Três jogadores aparecem em todas as listas, inclusive um atleta de que joga em Minas. Você apostaria qual jogador é esse? Tem sua seleção montada? Então, envie para a gente. No próximo domingo, dia 23 de novembro, estaremos divulgando a seleção completa. O Meio de Campo vai ao ar às 21 horas.

João Paulo Ribeiro

17 de novembro de 2008

O Cruzeiro deixou cair o cachimbo?

O mote desse texto vem da ilustração que Duke publica nesta terça-feira em “O Tempo”. Deixar cair o cachimbo é uma metáfora para cochilar, dormir no ponto. O time de Adílson Batista bocejou na hora da decisão?

Futebol é um esporte que mobiliza tanto porque serve de metáfora para a vida. O Cruzeiro desembarcou em Recife para enfrentar o calor, um Náutico desesperado e, sobretudo, uma armadilha montada na tabela.

Encarar o Náutico, em que pese o respeito pelo Timbu, não chega a ser motivação para um clube grande. Clubes tradicionais crescem diante dos seus pares e costumam dar mole quando pegam adversários de menor porte. A menos, claro, que estejam em estado de alerta.

Ao sofrer um gol logo no início da partida, o time celeste pegou no tranco, mas o dia não era dele. O gol anulado de Ramires, num impedimento movido por interpretação, e um pênalti que sucedeu o empate conseguido pelo Wagner, deram o enquadramento do que acabou em goleada.

Uma onda de choque percorreu o país em direção ao Sul, acordando São Paulo e Grêmio. Dois grandes que enfrentariam duas equipes de tradições bem menores no dia seguinte. Motivou também o Flamengo que, diante de um igual, contou com atuação iluminada pelos holofotes do palco maior do futebol.

Ao desembarcar em Belo Horizonte, o Cruzeiro foi recepcionado pela dura realidade de que já não disputa o título do Brasileirão e precisa ficar esperto se não quiser ver a vaga na Libertadores em outros braços.

Tivesse a tabela marcado o jogo do time azul para domingo, tivesse trocado a ordem cronológica dos mesmos confrontos, talvez o cachimbo tivesse caído de outra boca. Conjecturas sem valia.

Mas fica a lição: no futebol, como na vida, é sempre um risco altíssimo dar algo como ganho antes da hora. Principalmente se tiver uma coisa feminina como a bola no meio do caminho.

Alexandre Freire escreve às segundas-feiras

Qual o futuro de Adílson ?


Adílson Batista entra na sua semana de decisão. Manteve, durante todo o ano, uma relação conflituosa com a torcida do Cruzeiro. Podia até denunciá-la por maus tratos, tantas vezes que foi achincalhado pelo coro da arquibancada.
Embora seja considerado o treinador revelação do Brasileiro, dificilmente estará no Cruzeiro no ano que vem. A torcida não gosta de Adilson. É sempre o culpado pelas derrotas e nunca o responsável pelas vitórias.
Mas ele não vai querer sair pelas portas dos fundos. A classificação para a Taça Libertadores 2009 é a chance para um último triunfo. Perdê-la agora seria um desastre. E ninguém conseguiria conter coro fatal da arquibancada.

16 de novembro de 2008

Ibson de volta e Mengão no páreo

Na arrancada do Flamengo no Brasileirão do ano passado, o grande destaque foi o volante meio-armador Ibson.

Este ano, Ibson estava em litígio com a torcida, saudosa das atuações do jogador em 2007. A cada jogo, acendia-se a esperança, no torcedor, de ver as distribuições de bola, as assistências e os gols do prata da casa rubro-negro. Contudo, Ibson saiu devendo de praticamente todas as partidas do Flamengo no Brasileirão.

Até o jogo desta tarde, contra o Palmeiras, quando o bom e velho Ibson "baixou" no Ibson versão 2008. Muita vibração, foco no jogo, a mística raça vermelho e preta. Para completar, três gols, sendo que Kléberson foi o outro maestro do time, dando um cruzamento milimétrico para o voleio de Marcelinho Paraíba, no gol inaugural, logo a 2 minutos de jogo.

Mas ambos, Kleberson e Ibson, produziriam duas pinturas: no terceiro gol do Mengo, Kleberson avançou em diagonal, da direita para o meio, e serviu Ibson, que chutou de direita, no ângulo de Marcos.

Depois, no quarto gol, outro golaço, uma tabelinha entre os dois termina com uma finalização de letra de Ibson, suprema audácia.

Ibson ainda iniciaria a jogada do quinto gol, concluída em cabeçada de Kleberson.

E não pensem que o Palmeiras foi adversário fácil. O time paulista deu trabalho, equilibrando a disputa em alguns momentos.

Mas ontem era dia de Maracanã, da torcida rubro-negra e do Flamengo, que segue vivo no Brasileiro.

Fabrício Marques é jornalista, doutor em Literatura e, claro, flamenguista, além de simpatizante do Cruzeiro em Minas

Gols da 35ª rodada do Brasileirão

Abre o olho, Cruzeiro!

O foco mudou. Na medida do possível, era até aceitável uma derrota para o Náutico, mas uma goleada não! Tudo bem, existem os problemas do gramado, do clima, mas uma equipe que busca (buscava) o título levar 5 gols de uma equipe tecnicamente fraca igual a do Náutico é difícil de aceitar.

Talvez antes do jogo, fosse até possível prever um resultado negativo, mas tinha que ser dado o voto de confiança ao técnico Adílson Batista . A opção de entrar somente com um atacante não deu certo. Para entrar desse jeito, o Cruzeiro deveria ter pelo menos uma defesa bem posicionada, como não tinha quando levou o gol de Alessandro aos 5 minutos. O Cruzeiro empatou aos 18 minutos com Wagner e parecia que iria contornar a situação, mas, em uma penalidade cometida por Henrique, o Náutico fazia outro gol com Felipe.

O segundo tempo mal havia iniciado, e o Náutico marcava novamente como mesmo Felipe. O Cruzeiro até respirou esperança quando Guilherme marcou de pênalti aos 31. Mas, em jogada rápida, o Náutico fez outro com Everaldo. O Cruzeiro não tinha mais o que fazer, e acabou por ver outro gol do Timbu aos 43, com Gilmar. Final de partida: Náutico 5, Cruzeiro 2.

Ao time celeste, resta buscar a vaga para Libertadores. O foco mudou, e se forem cometidas outras bobeiras, o Cruzeiro poderá vir a não disputar o principal torneio da América. Isso seria uma pena para o time mais regular dentro do G4! Abre o olho Cruzeiro!

Jhonny Póvoa é estagiário na equipe de Esportes

Triste 2008 para Minas

O ano de 2008 começou repleto de expectativas tanto para Cruzeiro quanto para Atlético. Os Cruzeirenses sonhavam com seu time vencendo mais uma Libertadores. Os Atleticanos comemoravam os 100 anos do clube e esperavam um grande presente para marcar este evento. Tudo não passou mesmo de um sonho.

Para o Cruzeirense, não pode existir mais a ilusão do título Brasileiro. Era o que tinha sobrado depois de o time fracassar na Libertadores. A derrota contundente sofrida diante do Náutico há poucas horas, por 5x2, revelou a fragilidade de um grupo que até deu mostras de profissionalismo, mas que sofre com a ausência de qualidade técnica, um fator capaz de suprimir qualquer sonho da exigente torcida celeste. Ainda aspirando a uma vaga na Libertadores 2009, resta saber se o Cruzeiro não vai fraquejar de novo em mais um momento decisivo, pois foi só o que fez em 2008, com exceção da briga doméstica no Campeonato Mineiro.

Já o Centenário Alvinegro das Alterosas padece de um problema ainda mais grave, que deixa o torcedor de cabelo em pé. Além da falta de qualidade do grupo, o Atlético é refém da desorganização enquanto instituição. Má administração em clube de futebol é algo que jamais passa impune. Os reflexos chegam dentro das quatro linhas, e quem sofre é o atleticano. Aliás, este nunca abandonou o time, e sua paixão permite-lhe se contentar com migalhas, como aconteceu na goleada por 4x1 frente ao Vasco na última quarta-feira. Num ano em que rondou por boa parte a zona da degola do Brasileirão, em que até presidente caiu, o Galo vai fazer a virada para 2009 no lucro.

O Cruzeiro e o Atlético de 2008 devem servir para que os dirigentes que virão para as próximas gestões nos dois clubes reflitam, de verdade. A Zezé Perrela cabe enxergar que não adianta sonhar com título que seja fazendo apostas. Os gigantes da América do Sul, São Paulo e Boca Juniors, jamais fizeram isso para chegar ao topo do mundo.

Para Alexandre Kalil, o primeiro passo deve ser cumprir a palavra e começar a varrer do Atlético todos aqueles que fazem o jogo sujo político que há anos castiga fortemente a instituição. A conclusão que pode ser comum aos clubes aqui-rivais é que futebol profissional deixou de ser coisa para aventureiros. É preciso planejar e investir para ganhar títulos. Ninguém pode ser campeão por acaso.

Cyro Gonçalves é jornalista da Rede Minas

Nota do editor: o articulista, em sua clara análise, não abordou as situações ridículas de América, Ipatinga e Villa Nova (por ordem de importância), que completam o cenário das montanhas.

14 de novembro de 2008

Atlético, campeão brasileiro! Cruzeiro, o pior do país...

Não, você não está sendo vítima de uma pegadinha ou então de alguma piada de mau gosto.

Inclusive, a torcida atleticana está eufórica com o bicampeonato nacional. Um feito inédito, conquistado graças ao trabalho de todo o grupo. Não faltou raça e determinação aos jogadores, que durante toda a competição mostrou-se regular e com uma campanha invejável. Tanto que o título veio com três rodadas de antecedência. O time tem o melhor ataque. A defesa, impecável, sofreu menos do que um gol por partida. O Atlético é, disparado, o time com o maior número de vitórias no campeonato brasileiro.

O torcedor está tão feliz pela conquista que não está nem aí se o Cruzeiro ostenta um recorde negativo tão impressionante quanto a campanha atleticana nesta temporada. O time celeste não vence uma partida oficial há três anos e cinco meses. Desde o dia 26 de maio de 2005, a equipe disputou 22 jogos oficiais. Foram quatro empates e 18 derrotas. Para piorar, nem os amistosos salvaram. Em 14 partidas, a equipe empatou cinco vezes e perdeu as outras nove.

O presidente – bonachão, diga-se de passagem – declarou que já não agüenta mais. Só grita para reclamar, nunca para comemorar. E o que é ruim pode ficar ainda pior. Se dentro de seis meses o Cruzeiro não ganhar de ninguém, vai superar o recorde do Íbis, estabelecido no início da década de 80. Entre 20 de julho de 1980 e 17 de junho de 1984, o clube pernambucano disputou 55 jogos oficiais, alcançando a inacreditável marca de sete empates e 48 derrotas.

Sem vitórias, não é surpresa nenhuma que o clube não tenha dinheiro nem mesmo para confeccionar seus uniformes. Para desespero da torcida, a tradicional camisa azul e branca teve que ser substituída por outra – preta e branca!

Contrastes do futebol brasileiro, que ninguém consegue entender – e não deveria nem mesmo tentar. Mas deixo aqui os meus parabéns ao Atlético Clube Goianiense, o novo representante goiano na segunda divisão nacional e primeiro clube a ser bicampeão da Série C.

Time do Atlético-GO, ontem, no Serra Dourada. Foto: Globoesporte.com

E boa sorte ao Cruzeiro Esporte Clube, de Rondônia. A equipe, que só não foi rebaixada para a terceira divisão estadual porque ela não existe, tem um longo caminho pela frente. E conta agora com a compaixão do primo rico, que doou uniformes para minimizar a crise.


Seu Loló, presidente do Cruzeiro-RO. Foto: Globoesporte.com

Fábio Pinel escreve às sextas-feiras.

13 de novembro de 2008

Marcelo deve ficar?


Vários fatores favorecem a permanência de Marcelo Oliveira no comando do Atlético para próxima temporada. Apesar dos números do treinador, da seqüência de três vitórias consecutivas, da autoridade sobre os jogadores e do próprio treinador dar a entender que fica, acredito que o motivo será outro.

A grave crise financeira que o clube vive (apesar de Kalil não admitir) aliada à crise econômica mundial faz com que qualquer diretor de empresa pense em conter despesas. Por isso a contratação de um técnico de ponta ou de renome nacional é remota.

E Marcelo Oliveira pode sim ser importante para a temporada 2009. Apesar de Tostão (em entrevista exclusiva à Rede Minas) achar que o treinador demorou a assumir uma postura de profissional, o eterno craque do Cruzeiro e da seleção disse também que o treinador pouco influencia numa partida de futebol.

E fora de campo Marcelo já deu indícios que pode funcionar bem. Mostrou pulso ao afastar Calisto, Lenilson e Mariano às vésperas da partida contra o Palmeiras. Segurou as pontas quando o clube ficou sem presidente e com quase três meses de salários atrasados. Tem conhecimento de sobre a base e não cede às pressões da torcida facilmente.

Mas Marcelo aparenta insegurança quando é pressionado em coletivas, transparece inexperiência e ainda falta modernidade ao antigo atacante atleticano.

Acredito que o tempo dirá se ele poderá ou não, ser um treinador de sucesso no Atlético.

Cláudio Gomes escreve as quintas-feiras.

12 de novembro de 2008

Pra quem pensou que Guga não iria mais comemorar títulos...


Foto: Diário Catarinense

Depois de 29 anos, o Avaí está de volta a série A do Campeonato Brasileiro.

Isso não existe mais!

Marques completa hoje 189 jogos em Campeonatos Brasileiros com a camisa do Atlético. E na rodada seguinte, supera o então recordista, o lateral-esquerdo Paulo Roberto Prestes, que terá a marca igualada no jogo contra o Vasco.

Até aí, tudo bem! Afinal, Rogério Ceni é o exemplo a ser seguido, já que o São Paulo é o único time que ele defendeu – e certamente defenderá – em toda a carreira. Enquanto Marques já teve idas e vindas na Cidade do Galo.

O jogador atleticano tem outros números impressionantes. É o nono maior artilheiro nesses cem anos de Galo e, com mais quatro gols, supera o legendário Ubaldo na lista dos goleadores. A facilidade de marcar gols fez dele o autor do milésimo alvinegro em Brasileirões.

Esses são feitos que podem até ser alcançados por outros jogadores, embora eu ache quase impossível. O que não existe mais é um jogador que se identifique tanto com um clube, mesmo não tendo sequer nascido no Estado de origem desse clube.

A prova dessa identificação está no desapego financeiro demonstrado por Marques. Há alguns anos, Marques se desentendeu com o presidente eleito do Atlético, que à época era diretor de futebol, e foi embora deixando para trás um crédito trabalhista milionário.

Como quis voltar algum tempo depois, acabou perdoando parte da dívida para entrar no tal consórcio de credores criado por um ex-vice-presidente. Significa que para receber o que o clube lhe devia e, principalmente, para voltar a vestir a camisa preta e branca teve que abrir mão daquilo que lhe era de direito.

E para finalizar, Marques joga pelo Atlético nessa reta final de Campeonato Brasileiro sem receber salários. E ainda fala em entrevistas com orgulho de representar essa agremiação. Enquanto o clube acerta os quase três meses de atraso com os jogadores que podem lhe dar lucro um dia – as chamadas jovens promessas – o velho e honrado Marques serve de exemplo para eles.

Isso não existe mais!

Eduardo Almada escreve às quartas-feiras.

10 de novembro de 2008

Hora de fazer as pazes

Amores verdadeiros não morrem. Depois do rompimento, há um período que pode até durar para sempre, mas a possibilidade de reconciliação sempre paira no ar. Como o Dadá em 1971 diante do time da estrela solitária, que voltou a sentir o peso da camisa do Galo numa testada de Leandro Almeida.

No Mineirão, nesta quarta-feira, diante do Vasco, a torcida alvinegra vai cantar seu amor na reconciliação com o time depois de tantas frustrações no ano do centenário que se despede. A bolsa de apostas fica entre os 20 mil pagantes, na opinião de quem ainda está de má-vontade, e algo próximo a 40 mil espectadores, para quem conhece como bate um coração em preto-e-branco.

Marcelo Oliveira nem precisava convocar a torcida. Ele é percebido como sendo de casa. Conhece os valorosos guerreiros da base, tem história. As vitórias e derrotas do Galo ficam estampadas no olhar do técnico alvinegro logo após as partidas. Desta vez, ele veio para ficar. Depois de Geninhos e Gallos, o GALO encontrou seu comandante dentro das quatro linhas.

Fora delas, outro comandante que tem o apoio da torcida, Kalil, nem precisava reduzir o preço do ingresso. Mas bom que tenha. A torcida agradece uma graça depois de tantas desfeitas, de tantos atos de infidelidade a um amor tão superlativo.

O Vasco, adversário no jogo do rebaixamento de 2005 no mesmo Mineirão e algoz na goleada do primeiro turno este ano em São Januário, é um oponente que convoca memórias tristes, combustível que vai inflamar corações e turvar mentes com a vontade de festejar o sofrer e o penar de quem já traz uma cruz no peito.

Quarta-feira é dia de ir ao Mineirão ver torcida e time fazerem as pazes. No céu, a lua flutuará cheia, entre nuvens, como uma bola que verte lágrimas. Sim, pois a previsão do tempo é de chuva. A temperatura deve cair pros lados da lagoa, como sempre. Raça, suor e lágrimas. Mineirão e lua cheia. O hino cantado a plenos pulmões. Como em toda reconciliação, é hora de matar as saudades, é hora de fazer as pazes.

Alexandre Freire escreve às segundas-feiras (nem sempre pontualmente)

Charge de Duke da rodada


Eleições 2010

Chama atenção, nesta reta final do campeonato brasileiro, uma disputa muito particular entre dois treinadores do G4. Vanderlei Luxemburgo, do Palmeiras e Muricy Ramalho, do São Paulo.
Em jogo o título de melhor técnico de futebol do Brasil. E é bem provável que o campeão brasileiro leve junto a taça virtual desta disputa.

A taça pode até ser virtual, mas o sonho é real e vai além. É uma candidatura a cobiçada vaga de treinador da seleção brasileira. Já que poucos acreditam que esta nova Era Dunga dure até a copa de 2010.

A Campanha não declarada está no ar. E se houvesse eleição direta para técnico da seleção...Quem seria o vencedor? Você votaria em quem?

9 de novembro de 2008

Gols da 34ª rodada do Brasileirão

Por que o São Paulo chegará e o Cruzeiro não?

Durante todo o Brasileirão 2008, "mineiro" mesmo foi o São Paulo. Chegou à liderança sem estardalhaço, mas consistente, na hora de decidir. Talvez Muricy Ramalho tenha comido mais pelas beiradas do que Adílson Batista.

Muricy é um antipático assumido, mas sabe o que quer e mostra coerência quando escala sua equipe. Adílson ganhou a vitrine este ano, mas parece ter ficado um pouco deslumbrado com os holofotes e em certas horas tentou aparecer mais do que deveria. Fez substituições malucas e arrumou encrenca com a torcida. O que será que só ele vê quando tira o lateral Jadílson jogando bem para colocar o volante Elicarlos em seu lugar? Ser "excêntrico" não é privilégio dele. O Muricy também faz maluquices. Transformou o Dagoberto, que é no mínimo um jogador habilidoso e oportunista, em um atacante marcador de volantes adversários.

Devaneios à parte, o campeonato ainda não acabou. Mas já é possível prever o que cada um vai ser capaz de conseguir no final. A grande diferença entre São Paulo e Cruzeiro está na constituição de elenco e no perfil de contratações. É indiscutível que os jogadores que compõem o grupo do São Paulo, digo aqueles que não são titulares, são bem melhores, mais experientes e preparados para vencer do que aqueles que compõem o grupo do Cruzeiro. Para comprovar, é só comparar os atacantes reservas tricolores Éder Luiz e André Lima com os reservas cruzeirenses Jajá, Wanderlei e Reinaldo Alagoano. Os reservas do São Paulo jogam e decidem partidas. Os do Cruzeiro treinam, e nada mais.

Se o ala Jorge Wagner sai no São Paulo, ou é deslocado para o meio, o Muricy não só tem à disposição o experiente lateral Júnior para a função como também pode fazer uma mudança tática capaz de alterar o resultado de uma partida. Se o Jadílson sai no Cruzeiro, mesmo que não esteja jogando bem, o máximo que vai acontecer é “um Carlinhos” entrar em seu lugar. A função pode sobrar também para o Fernandinho, nada mais que um esforçado terceiro homem de meio. No desespero, pode ainda pintar por ali o Marquinhos Paraná, que não compromete, mas também não resolve.

Não são apenas as cotas de televisão que transformam a distância entre um time e outro em um abismo. Entender de futebol na hora de montar um grupo faz diferença. A vaga na libertadores estará de muito bom tamanho para o Zezé Perrela recomeçar. E que haja muita reflexão antes disso. Não seria nenhum delírio pensar a longo prazo e manter como técnico o "maluco" do Adílson. Certamente ele aprendeu muita coisa em 2008 e os frutos de seu trabalho ainda precisam ser colhidos.

Cyro Gonçalves é jornalista da Rede Minas.

6 de novembro de 2008

Travesso e Zangado




Zezinho sempre foi aquele menino malandro (no bom sentido, claro). Bonachão de sorriso largo, não se incomodava com a pouca estatura, sempre de camisa azul, ele se gabava de ter o melhor time de futebol de botão da rua. Brigão, sempre que podia jogava farpas no vizinho de muro que não tinha time de botões. E os bate-bocas viravam motivo de fofocas e rendiam assunto na escola.

Apesar de ganhar várias vezes o campeonato da molecada vizinha, tinha dificuldades quando entrava na disputa contra os meninos do bairro.

Zezinho gostava de ganhar dinheiro negociando seus botões e sua mãe sempre o alertava – Para com isso menino senão vai acabar com seu time - Ele pouco se importava.

Certa vez pegou um botão de acrílico Faber lixou, poliu e ofereceu para um garoto mais velho de uma cidade próxima. Sem conhecer direito o Zezinho, o menino, filho de pai rico, não pestanejou e pagou caro pelo Faber.

Essa não foi a única vez que ganhou dinheiro com isso. Mas para vencer o torneio do bairro teve de emprestar seu time ao irmão mais novo, que deu uma verdadeira lavada nos adversários. Antes, Alvinho (irmão de Zezinho), ganhou dos meninos da rua e o torneio início da região. Foi um ano espetacular.

Xandão era vizinho de Zezinho e desafeto declarado. Batia e apanhava com a mesma intensidade, mas era coisa de menino. Sem papas na língua as vezes falava mais do que devia e sua mãe, viúva, não o poupava dos castigos. Tinha cara fechada de poucos amigos, parecia estar sempre de mau humor. O cabelo com “Gomex” e o beiço de baixo pra fora eram característicos. Quem o conhecia bem dizia que era um cara sincero e bom amigo. Como não tinha time de botão vivia metendo o bedelho nos times dos colegas mais próximos.

Cacá, seu amigo, deixava ele brincar com o time dele. Mas o que perturbava Xande era que no passado seu pai teve um dos times mais temidos de toda a cidade e a pressão era grande para que ele também tivesse um jogo daquela qualidade.

Xande brigou com Cacá. Pegou seus botões e jogou no estrume. Não quis mais saber de jogar, ficou dentro de casa e só brincava com o Lego.

Os anos passaram e agora Zezinho e Xande ficaram mais experientes. Ontem fiquei sabendo que Zezinho pegou o time de volta com seu irmão e que o Xandão conseguiu um para ele. Tudo bem que não chega aos pés daquele de seu pai, mas ele promete que vai melhorá-lo.

Os dois marcaram de se encontrar e acreditem falam em “rachar um Estrelão” para jogarem juntos. Vamos esperar se na hora de cuidar do tabuleiro quem vai comprar o pano, a cera, quem vai lustrar e na casa de quem vai ficar

As mães já estão preocupadas!
Cláudio Gomes escreve as quintas-feiras.

Andre "Juiz"

Andre Luis (essa é a grafia no site do Botafogo) vai ter que pendurar as chuteiras. Afinal, o comentarista de arbitragem que ouvi ontem pela tv foi categórico ao afirmar que o jogador do Botafogo teria que levar dois anos de suspensão. Por que não ter a mesma opinião quando um jogador agride o companheiro de trabalho?

Bom, mas já que Andre está à procura de outro emprego, (convenhamos que futebol pra ele não dá) então vamos ajudá-lo. O currículo é bom! Já deu cabeçada em árbitro (no jogo Ipatinga x Cruzeiro). Já enfrentou a polícia pernambucana (Náutico x Botafogo) e agora deu cartão amarelo para o árbitro na partida entre Botafogo x Estudiantes. Com esse perfil, o que ele poderia fazer depois de pendurar as chuteiras?

A) trabalhar com Dunga: quem fizer corpo mole o treinador solta o Andre atrás;
B) auxiliar de Bebeto de Freitas: quando o Botafogo se achar prejudicado, Bebeto manda o Andre pegar.
C) comentarista de arbitragem: ele já sabe quando o árbitro deve levar um cartão.
D) assessor direto de Ricardo Teixeira: os dois sabem como ninguém manchar o futebol brasileiro.
João Paulo Ribeiro

Time mais tático levará título em aberto

Desde a mudança do brasileirão para campeonato de pontos corridos, não se via um titulo de melhor time do Brasil tão disputado. Ponto a ponto, cinco equipes brasileiras disputam esse elevado posto no futebol mundial: São Paulo (62 pontos), Palmeiras (61), Grêmio (60), Cruzeiro (58) e Flamengo (57).

Na minha opinião, essa disputa acontece com o futebol brasileiro nivelado por baixo. Não temos nesse campeonato um atleta que se destacou, alguém que, quando o time dele entra em campo, os jogadores adversários ficam preocupados. Em campeonatos passados revelamos grandes jogadores; este ano não revelaremos ninguém no brasileirão.

Isso acontece pela má administração dos clubes, que deixam que os empresários atuem nas categorias de base, levando nossos jogadores, sem que estejam formados, para o estrangeiro. Dessa forma, os jogadores brasileiros estão se descaracterizando, perdendo a essência, a magia do futebol brasileiro, que é a capacidade de improvisar, ludibriar, driblar, desconcertar os adversários. Nossos jogadores estão ficando mais táticos, e se esquecendo da técnica.

Esse tipo de atleta é aquele que cumpre uma função tática dentro do jogo, atua em alguma posição do campo e exerce funções como roubar bola, marcar, cobrir outros jogadores etc. Normalmente esse tipo de jogador não tem a técnica, que é a capacidade de fazer algo além da função tática.

O jogador técnico é aquele que, além de desempenhar uma função tática, explora o seu campo, tem visão periférica e panorâmica do jogo, consegue fazer jogadas diferenciadas, dar passes qualificados.

Quando o futebol chegou ao Brasil, era jogado à moda inglesa. Roupas e a maneira de jogar seguiam a escola bretã e existia até um manual de como se jogar futebol. Foi quando apareceu Friedenreich, que rasgou o manual inglês e começou a introduzir a maneira brasileira de se jogar futebol. Apareceram vários craques nessa mesma época! Para saber mais desses fatos podemos pesquisar o livro de Joel Rufino dos Santos, “Historia Política do Futebol Brasileiro”.

Enfim, tudo dito aqui é para falar que o Brasileirão 2008 fica com o time que for mais tático, já que a técnica pouco se viu nos gramados nesse campeonato. É difícil afirmar qual dos cinco clubes ficará com o titulo, então podemos falar das chances de cada um e como eles chegaram até aqui. Acredito que os três primeiros colocados têm mais chances de levar o titulo.

O São Paulo, time que menos perdeu no campeonato, e o que mais empatou juntamente com Atlético e Figueirense, chega à liderança com 17 vitorias e o melhor saldo da competição, 25 gols. Além disso, depende exclusivamente dele. Não possui confronto direto, mas terá jogos difíceis pela frente. Mas podemos falar também que o São Paulo chegou à liderança por incompetência dos times que estavam à sua frente, mesmo porque foi um time que oscilou muito durante a competição e poderá tropeçar.

O Palmeiras conta com a experiência de Luxemburgo, o papa-títulos dos técnicos. Conseguiu uma vitoria importante no clássico contra o Santos-SP no ultimo minuto de jogo, mas também oscilou muito durante a competição. Tem dois confrontos diretos em seguida na reta final, contra o Grêmio, no Palestra, e depois contra o Flamengo no Maracanã.

O Grêmio tropeçou nas suas próprias pernas na reta final do brasileiro, time que liderou grande parte do returno jogando com uma postura tática muito defensiva, decidiu sair pro jogo contra adversários importantes e perdeu pontos e a liderança da competição. Perdeu também seu primeiro confronto direto para o Cruzeiro e agora terá um jogo difícil contra o Palmeiras.

O Cruzeiro joga bem contra clubes grandes mas, contra clubes de menor expressão, relaxa, o que costuma ser um erro. Dos cinco que estão na luta pelo titulo, pode ser o clube mais instável, porque faz um jogo bem e o outro muito mal. O time da Toca enfrenta nos próximos jogos Fluminense no Mineirão, Náutico nos Aflitos, Flamengo no Mineirão, Internacional no Beira Rio, e encerra sua participação contra a Portuguesa no Mineirão.

O Flamengo, que liderou grande parte do primeiro turno, jogando um futebol solto, com toque de bola envolvente e gols bonitos de se ver, chegou perto de como é o futebol brasileiro – juntando a tática com a técnica individual de alguns jogadores.

Quando alguns desses jogadores foram negociados, o Flamengo não se encontrou mais em campo, perdendo pontos importantes e se manteve no topo graças às atuações e as vitorias conquistadas no inicio da temporada. Para ser campeão precisa vencer dois confrontos diretos, contra clubes que estão mais estruturados, o Palmeiras no Maracanã e o Cruzeiro no Mineirão, sem contar o clássico contra o Botafogo na próxima rodada.

Diante dessas observações não existem favoritos, e o titulo de melhor time do Brasil está em aberto!

Alexandre Ezequiel é graduando de Educação Física no Izabela Hendrix, com ênfase em futebol

5 de novembro de 2008

Dinastia Perrela tem data para acabar?

Os conselheiros do Cruzeiro escolhem hoje o novo presidente para o triênio 2009/2011. Novo? Só se o candidato da oposição surpreender! Tudo indica que Zezé Perrela será eleito novamente o comandante da diretoria executiva do clube. Pelo menos, tudo está preparado para que isso ocorra.

O Zezé disse na semana passada numa entrevista à nossa equipe de reportagem que, se eleito, pretende ficar apenas três anos na presidência do Cruzeiro e que nesse período deve preparar o sucessor. Isso sugere que o Alvimar não volta mais. Então, duas perguntas:

1ª) Quem seria o sucessor do Perrela em 2012? Segundo consta, os Perrela convidaram o empresário Domingos Costa para ser candidato na eleição de hoje. Esse industrial é o dono das massas Vilma, parceira de longa data dos cruzeirenses. Outro nome que corre na boca miúda é o de Paulinho Perrela, atualmente “superintendendo” das categorias de base da Raposa.

2ª) Será que o Zezé pretende mesmo largar o “filé mignon” daqui a três anos? Duvido muito! Mas de qualquer forma existem rumores de que ele não pretende nem disputar novamente a cadeira que ocupa na Assembléia Legislativa. Esses rumores dão conta de que o Zezé Perrela deve lançar o filho como candidato a deputado estadual.

Se a segunda situação se confirmar mais de um ano antes da primeira, ou seja, em meados de 2010, pode ser que a retirada dos Perrela da cena azul seja verdadeira. Mas uma coisa não deve estar diretamente ligada à outra. E se Zezé tentar a reeleição para a presidência do Cruzeiro em 2011, será para completar duas décadas de dinastia da família no clube.

Eduardo Almada escreve às quartas-feiras

4 de novembro de 2008

Lances

Em um campeonato tão longo como o Brasileiro, muita coisa se perde ao longo do caminho. Mas agora é hora de observar os fatos decisivos que apontam para o futuro:

1) O fato de que as cinco rodadas finais aconteçam só nos finais de semana é um detalhe a não ser desprezado. Os times terão mais tempo para se prepararem. E técnicos estudiosos dos adversários saem em vantagem. Foi o que ajudou a construir, por exemplo, a vitória do Cruzeiro sobre o Grêmio: o armador Wagner enfatizou que a equipe mineira havia sido orientada por Adílson Batista sobre como os gaúchos saíam jogando, o que foi decisivo para o primeiro gol.

2) O fato de que as rodadas finais acontecem no momento em que o calor invade todas as regiões do país merece destaque. Isso significa que os times com melhor preparo físico farão a diferença na reta final, com o sol na cabeça.

3) O fato de que os cinco primeiros colocados tenham mantido seus técnicos desde o início do campeonato é digno de nota. Com isso, afasta-se o pragmatismo de resultados, e os comandantes das equipes têm mais tempo e calma para formar os times e testar variações táticas. Aprender com as derrotas e conhecer mais profundamente os jogadores. Os que têm frieza nos momentos de pressão e os que afinam quando mais se precisa deles. A diretoria do Cruzeiro deveria manter Adílson para a próxima temporada. Bem fará o Atlético se seguir a mesma orientação, conservando Marcelo Oliveira à frente do elenco.

4) O fato de ainda não ter conseguido um substituo para Marcinho, no ataque, resume o maior drama do Flamengo. Obina, Maxi, Josiel, Vandinho, todos tiveram suas chances e não souberam aproveitá-las. Também a saída do meio-campista Renato Augusto contribuiu para a desestabilização do rubro-negro. Talvez Josiel seja o titular do próximo embate do Fla, contra o Botafogo, no domingo, e afinal desencante. Caio Jr. está nas mãos e nos pés de seus atacantes. Marcelinho Paraíba também caiu muito de produção e está devendo, bem como os dois laterais, Leonardo Moura e Juan.

5) O São Paulo é irritantemente regular. Suas partidas não são boas de assistir, mas a disciplina tática do time é digna de elogio. Ele assume a pole num momento crucial do torneio, mas como o campeonato está "estranho", como diz o Caio Jr., tudo pode acontecer.

6) Ao contrário, o Grêmio vive um declínio quando não poderia. Para muitos, o time foi muito longe, mas merece respeito por se manter tanto tempo na dianteira.

7) O Palmeiras é Wanderley Luxemburgo. Qualquer outro técnico – dos que trabalham no Brasil – não extrairia do time o que o treinador consegue. O recuo de Martinez para a zaga, a promoção de jogadores como Sandro Silva devem ser creditadas a ele.

8) Muitos criticam Adílson Batista, mas seu maior inimigo foram as contusões dos jogadores do meio-campo e do lateral esquerdo. Ramirez, Fabrício, Wagner e Jadílson, participando de um maior número de jogos, levariam o time muito mais à frente do que ele está, e dariam o de que mais precisa: regularidade.

9) Com um pouco mais de experiência – que virá naturalmente –, Renan Oliveira tem tudo para ser o grande destaque do Galo em 2009.

10) Não se enganem: o campeonato ainda está aberto: qualquer um dos cinco primeiros pode ser ainda campeão. Por incrível que pareça.

Fabrício Marques é jornalista e doutor em Literatura

O "UM" e o "Outro"



"Um" (e ele já foi realmente o número UM) está recuperando a forma física.
O "Outro" como podemos ver começa a ganhar formas inadequadas a um atleta.

"Um" já foi eleito o melhor do mundo por duas vezes.
O "Outro" ainda nem chegou perto disso.

"Um" já foi campeão do mundo.
O "Outro" pode até ser que ganhe um dia o mundial.

"Um" já marcou quatro gols no campeonato italiano.
O "Outro" fez um e foi afastado do elenco pelo treinador.

"Um" gosta de baladas, é verdade, mas quer se recuperar de três temporadas ruins.
O "Outro" parece não querer se recuperar.

O "UM" não é número 1 por acaso. Mas não serve para a seleção. Tem rusgas com o treinador.
O"Outro" é convocado, pois é bom para o grupo, segundo o técnico.

Qual deveria ser a cara da seleção. Do "Um" ou do "Outro"?

João Paulo Ribeiro escreve às terças-feira

3 de novembro de 2008

A hora da arte

Com a parte de cima da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro embolada, parece que a decisão do título vai ficar com algum capricho da bola. É a hora da arte da bola. É o momento de saber que arte São Paulo, Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo são capazes de produzir.

Até aqui, os cinco contendores foram nivelados pela fórmula do Brasileirão. A virtude do campeonato de pontos corridos é justamente essa: privilegiar quem tem mais capacidade técnica, o melhor estrategista no comando, a preparação física mais consistente, o elenco com melhor reposição, saúde financeira. Mas a razão se esgota aqui.

Pouco importa que, dentro dessa lógica, haja uma correlação entre organização, de um lado, e rendimento dentro das quatro linhas, de outro. A fórmula se esgotou na diferença de cinco pontos que separam São Paulo de Flamengo. Com cinco rodadas faltando, agora chegou a vez da arte.

Arte, como sabemos, é algo que escapa a uma definição fácil. No futebol, significa um monte de coisas que não são controladas pelos “professores”, não são afetadas pelo apito, não respondem à racionalidade econômica. A arte não útil, não tem compromisso com planejamentos, não está no resultado de um cálculo.

Chegou a hora do talento, do gênio, da mágica que a razão iluminista cismou de querer espantar. Em vão. Nas cinco rodadas que separam um desses cinco clubes do título, de nada valem as análises enfadonhas de comentaristas, a fria lógica da estatística, a disciplina dos sistemas táticos.

A bola vai rolar livre de todos os determinismos que salvam o futebol de ser aprisionado pela lógica boquirrota que nada tem a ver com a arte. A esfera percorrerá espaços movida tão-somente pelos caprichos que fazem do futebol uma arte que resiste ao negócio, ao poder, ao controle. Está na hora de técnicos, jogadores e mídia se curvarem aos caprichos da bola e aos belos absurdos da poesia. Ainda bem.

Alexandre Freire escreve às segundas-feiras

Charge Fidusi


Charge Duke


2 de novembro de 2008

Meninos ganham jogos. Homens ganham títulos.

O título acima é o um tópico de um debate em uma das centenas de comunidades de torcedores do Cruzeiro no Orkut. Depois da derrota por 3 X 0 para o Goiás, os cruzeirenses travaram, na internet, uma discussão sobre um velho tema do futebol : Experiência X juventude.

Reproduzo alguns trechos. Sem os palavrões, é claro.

Leonardo diz:
venceremos o Fluminense, aí vamos animados contra o Náutico e tomamos outra ferrada. Ganharemos do Flamengo e, ainda com esperanças, pegamos o Inter fora e vamos perder de novo. Aí venceremos a Portuguesa pra não valer mais nada.

Kato diz:
Não adianta nada estes jogadores NOVINHOS do Cruzeiro sem jogadores EXPERIENTES, DE QUALIDADE.

Leonardo diz:
Vou listar os JOGADORES HOMENS DE VERDADE QUE VENCERAM CAMPEONATOS:

Copa do Brasil 1996: Palhinha, Vítor, Nonato, Roberto Gaúcho, Fabinho
Libertadores 1997: Gottardo, Vítor, Palhinha, Elivélton, Fabinho, Donizete Oliveira
Copa do Brasil 2000: Muller, Clebão, Donizete Oliveira, Ricardinho
Tríplice Coroa 2003: Alex, Cris, Zinho, Maldonado, Maurinho


Wagner diz:
PAPO FURADO O SANTOS EM 2002 SÓ TINHA MENINOS E FOI CAMPEÃO.Tá CHEIO DE TIMES COM ELENCOS DE HOMENS QUE NAO GANHAM NADA.

Leonardo diz:
Time de meninos campeões pode até acontecer, mas eles têm que ser FENOMENAIS...hoje, TODOS OS QUATRO IMPORTANTES JOGADORES DO SANTOS DE 2002 JOGAM NA EUROPA

Danilo Bill diz:
Espinoza- 31 anos
Fábio - 28
Martinelli- 28
M. Paraná - 31

Leonardo diz:
algum deles já ganhou algum campeonato que não seja estadual???

Cain diz:
olha num discordo do que vc falo naum mais eu num troco
Guilherme por Marques nem Wagner por Petkovic.

Gols da 33ª rodada do Brasileirão